O homem, o vinho e a cerâmica

Acredita-se que o vinho tenha surgido no Cáucaso, há cerca de 8.000 anos. Os primeiros vestígios de vinificação foram encontrados em ânforas de cerâmica, usadas para armazenar a bebida. Segundo a tradição, a descoberta teria ocorrido por acaso, quando os homens perceberam que o suco de uva, ao permanecer guardado por tempo suficiente nesses recipientes, passava por uma transformação.

Muito antes da vinificação, nossos antepassados já utilizavam utensílios de cerâmica para armazenar líquidos, grãos e outros alimentos. Essa prática é conhecida há aproximadamente 8.000 a 10.000 anos antes da descoberta do vinho, o que revela uma relação humana com a cerâmica que se aproxima dos 20.000 anos.

Vinho e cerâmica caminham juntos há milênios. A utilização de taças de cristal só passou a ser registrada a partir do século XIX e se disseminou em larga escala a partir da década de 1920. Antes disso, diferentes materiais serviram ao ritual de beber: ovos de avestruz, bambu, coco, chifres, crânios, madeira, pedra, metais e, sobretudo, cerâmica.

A cerâmica e o vinho compartilham tradição, tempo e ritual. Essa ligação permanece viva tanto na guarda do vinho em ânforas, ainda praticada em diversas regiões da Europa — com destaque para o Alentejo, em Portugal, e para a Geórgia — quanto na criação de utensílios cerâmicos autorais, como garrafas, decânteres, copos e taças.

 

O design dos nossos produtos remete à tradição das refeições em família, atmosfera que a Casa Berger deseja compartilhar. Ao beber um vinho em um Copo Caledônia ou um vermute em um Copo Frieda, repetimos um gesto ancestral: um ritual que, como humanos, praticamos há milênios.

Ao reunir vinho e cerâmica, retomamos uma relação antiga entre matéria, tempo e convivência. Mais do que objetos funcionais, os utensílios cerâmicos carregam memória, gesto e presença. Eles aproximam o ato de beber de sua dimensão mais humana: compartilhar sabores, histórias e momentos à mesa.

 

Saúde!